A importância do uso da cadeirinha: proteger é um ato de amor.

Recentemente, com a movimentação no Congresso Nacional sobre alterações nas leis de Código de Trânsito, incluindo a extinção da multa nos casos de crianças transportadas sem o uso da cadeirinha, levantou-se uma antiga discussão: deve-se ou não usá-la?

Para muito além de questões políticas, ficamos aqui com o lado da responsabilidade dos pais: por que manter a cadeirinha para as nossas crianças?

Parece que, hoje em dia, algumas questões simples e fundamentais para o cuidado e a criação dos filhos tornaram-se como grandes e obscuros mistérios.

Fomos ensinados (pais e mães) a trabalhar, desenvolver um ofício, empreender um negócio, a adentrar e permanecer no mercado de trabalho, mas não fomos ensinados a como criar e educar seres humanos – a mais importante e difícil missão que alguém pode desempenhar.

O cuidado e o zelo pela proteção da vida é o primeiro deles. Ainda recém-nascido, nós acalentamos, agasalhamos, protegemos, zelamos da maneira mais cuidadosa e tenra que se pode existir. É claro que com o passar do tempo e o desenvolvimento natural da criança, ela pode por si só aprender a fazer muitas coisas sozinha até ganhar uma autonomia adequada para a idade, mas algumas atribuições ainda são responsabilidade dos pais.

Por exemplo: uma criança de 7 anos pode se proteger sozinha em uma rodovia movimentada, tentando atravessar a rua? Pode sacar no banco uma alta quantia de dinheiro e levá-lo em segurança para a casa? Pode defender-se de algum tipo de criminoso que se aproximar? Não, não e não.

Também não pode reconhecer os perigos que corre ao ser transportada sem segurança, num automóvel. Ela não pode se defender porque não conhece a dimensão dos riscos. Não entende, ainda, a gravidade de um acidente e as suas consequências.

É por isso que nós, pais, é quem decidimos por eles. Decidimos muitas coisas e por que não seria nossa decisão também sobre a sua segurança?

Para muito além de ocorrência de multa, ou não, a segurança dos nossos é nossa responsabilidade e será até que possam se defender sozinhos.

Se fossemos optar por fazer apenas aquilo que nos é obrigatório poderíamos deixar nossos filhos sem afeto, sem atenção ou sem carinho?

Sabemos nós, pais, que todo e qualquer cuidado dedicado aos nossos filhos sempre vale a pena. Nunca é em vão. Podemos um dia nos arrepender daquilo que deixamos de fazer, que deixamos de ensinar, mas nunca por termos nos dedicado demais, amado demais.

A segurança das nossas crianças é, sim, nossa responsabilidade e mantê-las a salvo em circunstâncias de risco é também um ato de amor.

 

 

 

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